sábado, julho 07, 2007

Omni

(...)

- Por quê? – gritava, Samuel, segurado pelos demais
- Demais de minhas irmãs… Estupradas. Demais de meus irmãos humilhados. Demais de minhas crianças dormindo com fome, chorando… Armas demais, falsos sorrisos demais.
- E estas crianças, elas não são inocentes?! Inocentes! Inocentes, como você era!
- Este é o melhor jeito de honrá-los? De fazer jus ao sofrimento pelo qual todos eles passaram? – perguntou, Tiro
- Não faço isso como uma homenagem, ou para provar um ponto. Faço isto para acabar com o sofrimento.
- Os seus sofrimentos ou os deles? – acusou, Samuel
- Eu sofro, sim, por cada um deles.
- Você sofre, inocente, e alheio de todas as causas. – Tiro o ironizou

(...)

07/07/07

Força para acreditar sem ver,
Inconsciente saber e sentir:
Verdades não precisam de provas
Verdades são provas em si
Sabedoria de esperar e confiar,
De não temer e ter em mente
Que o destino não tem inimigos,
E ama, igualmente, todos seus filhos
Resista à tempestade incessante,
Resista às hostis labaredas,
Saiba que não existem apenas pra ti,
Nem fazem vítimas dos que serão fortes
Arma a vigília, atenciosamente.
Pensa sobre todas as encostas,
Vitórias, empates, derrotas,
E tende cuidado de suas decisões,
Pois, de tudo, nada é aleatório,
Mas, a responsabilidade é só sua.

sexta-feira, julho 06, 2007

Heartbreaker

Alguém aqui já se apaixonou?

Estamos todos com um pedaço da alma a menos, substituído por um vazio remendado, nunca cheio. Nós nos afundamos nesse buraco negro interno, onde sufocamos, de onde não há quem possa nos salvar.

Era a nossa melhor parte: a mais inocente, a mais idealista e romântica, a mais positiva, o nosso lado criança: confiante, apaixonado, enérgico, sem pretextos, apenas pura intenção.

O primeiro amor é para sempre (uma dor de saudade)

Dínamo


Super, Super, Mega, Híper
“Mais rápido, mais rápido!”
Disse o homem da locomotiva
“Ele consegue, ele consegue!”
Ria e gritava o seu amigo louco

E aceleravam a besta de aço
A monstruosa serpente mecânica
Tremendo o chão sob os trilhos

Só
Mais
Um…
Pouco! Só mais um muito mas terá que ser mais rápido muito mais rápido do que antes e tão rápido que quase perca o controle…Ugh!...E quase o fôlego…Vamos!

O Homem

O homem não se adapta à natureza, ele a redefine.

O homem não admira a natureza, ela a compreende.

O homem não recebe da natureza, ele a consome e explora.

O homem não teme a natureza, então ele não a respeita.

Na prática, o homem é bem menos inteligente e capaz do que se considera.

quinta-feira, julho 05, 2007

Jogos e trapaças

O homem olhou ao redor, para seus adversários, e novamente para suas cartas. Não tinha nada, então apostou tudo...

Novas gírias para o segundo semestre de 2007

Abelha – Pessoa que gosta de “polemizar” as conversas.

Churrasqueira – Cara que mantém várias meninas “esquentando” ao mesmo tempo.

Coca-Cola – Pessoa de quem todos gostam, ou que é conhecida por todos.

Pepsi – Pessoa que, na verdade, é melhor que a Coca-Cola, embora ninguém reconheça.

Garoa – Pessoa que fala, fala, e só fala mesmo. Não molha.

Rugby – Coisa ou pessoa fantástica (“Esse cara é rugby!”, “Meu, muito rugby isso!”)


É isso aí, espero que algumas delas peguem...rs

Sonhos de uma geração




Ideologia. Como tantos podem acreditar numa mesma coisa ao mesmo tempo? Uma orquestra muito bem afinada de corações: cada qual em seu tom, mas todos tocando uma mesma música. Acreditam... Acreditam tanto que pulsam juntos por isso.



Se não soubermos, nunca, explicar o porquê, que nós tenhamos a sabedoria para aproveitar esses momentos nos quais temos tantas pessoas que acreditam em algo. Tantas pessoas que estão numa mesma direção, e não umas contra outras.


Exterminador do Futuro

Exterminador do Futuro: Um pouco sobre a I.A.

Hoje, a tecnologia que possuímos apenas é capaz de anunciar seu possível alcance futuro, e as maiores mentes do homem não conseguem mais acompanhar a capacidade das máquinas de calcular em um quase instante as milhares de possibilidades que se apresentam como resposta a determinados cenários (como no xadrez, contra os computadores, que hoje não possuem mais rival de carne e osso). Hoje, em muita devido a obras de ficção científica, nós já conhecemos o perigo da Inteligência Artificial.

Diferentemente do que ocorre em filmes ou livros, porém, provavelmente nenhum de nós sequer será capaz de compreender as táticas e estratégias empregadas por nossos arquiinimigos. A capacidade de processamento de informação, a capacidade de acúmulo de informação, imediatamente acessável com uma única vontade da entidade. A integração e o cruzamento de conhecimentos avançados de ciências como a Biologia, a Química e a Física Molecular, possibilitando avanços exponenciais nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

Conhecimento humano que não será mais humano, pois, afinal, a capacidade intelectual que será necessária para a compreensão dessas evoluções está além do tradicional potencial humano. Ou seja, se conhecimento é poder, as máquinas o teriam por completo, e mal saberíamos como isso ocorreu. Por outro lado, teríamos também, até lá, dominado muitos mistérios na neurologia e sobre a genética. Então, teremos que ver, né...

domingo, junho 17, 2007

Igor, it’s alive!

O céu daquela noite ruge e brilha, em raios e trovões, anunciando a aproximação da tempestade.

O homem corre por seu laboratório, de lado a outro, apressado, agitado. Ele sua, não por estar em movimento, mas pelo nervosismo que o toma: a incerteza, as dúvidas... “Não! Obstáculos frente a um progresso inevitável! Minhas dúvidas são traiçoeiras!”, ele pensa, tentando negar o que sente. Ele mente, mas apenas para si mesmo, e suas ações o acusam de tudo.


Ele pára frente a seu espelho, ofegante, observando a si mesmo com algum senso crítico, com reprovação, vergonha. Estático, ele toma seu fôlego, para então arrancar aquele espelho da parede onde estava pendurado: precisará dele para sua experiência. Então, subitamente, de um canto escuro, pode ouvir uma voz lhe falar:


- Com algumas coisas não devemos fazer experimentos. Existem resultados que não queremos obter, ou conhecer.


Seu pai o observava dali. Apavorado, recuou, trêmulo, quase derrubando seu espelho, mas o abraçando com força. Gritou, em uma voz que lhe falhava:


- Fantasma, deixe-me! Eu sou um homem da ciência!


A luz de um relâmpago voou pela janela adentro, para iluminar todos os espaços obscuros daquela sala: viu apenas um canto vazio. Alucinava?


Retomou sua coragem, embora não totalmente, e se apressou à conclusão de seus preparativos.

Naquela noite faria vida da morte, como imaginou, mas com repercussões inesperadas, de uma tragédia quase poética.

Perdão


- Padre, você acredita em redenção?
- Eu acredito que o homem pode perdoar e ser perdoado, sim.
- Você acredita que o homem pode perdoar a si mesmo, por algo que fez a outro?
- Sinto que algo o perturba profundamente, meu filho.
- Nada que possa ser consertado, padre. – disse, em um lamento
- Eu quero ajudá-lo, se puder, se você me deixar.
- Eu estou além da ajuda, padre. Talvez, além do perdão.
- Não há ninguém além do perdão, nenhum erro imperdoável, nenhuma pessoa que não mereça uma chance.
(...)
- Meu filho?
- Desculpe, padre, eu não deveria ter vindo. – disse o homem com choro em sua voz
O padre pôde ouvir os passos apressados do homem, que deixava a igreja, e tentou alcançá-lo. Mas, quando notou, ele já havia partido.

Uma última trincheira…


Dias do final de Outono, quando o Inverno se aproxima, condições de pouco conforto: dormindo em barracas ou salas de um colégio vazio, banheiros compartilhados. Poucas pessoas suportariam esses poucos dias voluntariamente, mas nenhuma destas “suporta” nada. Todos vieram para os dias de jogos, os dias do básico, mais importante, todos representam algo. As palavras Cásper Líbero têm algum significado para esses homens e mulheres em construção. É lá que eles estão sendo construídos, como seres humanos e como profissionais. Passam seus dias por lá, fazem amigos naqueles corredores, e aprendem sobre a vida. Mais ainda do que isso: vivem.

Dias de jogos, para equipes, para torcidas, para que a bateria toque suas músicas. Tambores de guerra. Pulsos de veias, espíritos. Suor corre na disputa por um centímetro, por uma vantagem, por uma vitória. Não competem apenas pelo jogo, competem por tudo que são, por seus professores e treinadores, por seus amigos. Ano após ano, vivem para sempre. De ano em ano, a cada fim de Outono, a cada translação, mais uma guerra, e uma chance de provar a nossa superioridade, e de conquistar pelo esforço, pela união, o respeito de todas as demais casas. No JUCA!